Que o enxofre é um macronutriente essencial para o funcionamento
adequado de todas as plantas, todo mundo já sabe. Mas, você sabe exatamente o
porquê? Apesar de ser comumente ofuscado e esquecido, o enxofre é classificado
como um macronutriente secundário, juntamente com o cálcio e o magnésio, ou
seja, é necessário em maiores quantidades pelas plantas. Embora muitas vezes não
apareça nas listas de produtores, ele é essencial para que as culturas possam
expressar e atingir seu máximo potencial produtivo. Sua importância vai muito além
da simples nutrição da planta, pois pode afetar diretamente a qualidade e a
produtividade das culturas agrícolas de maneira geral.
Este nutriente participa de processos bioquímicos centrais da planta desde a
assimilação de outros nutrientes até a produção de compostos estruturais,
metabólicos e de defesa, como é o caso das fitoalexinas.
Dentre suas funções mais importantes, participa da síntese de aminoácidos
que necessitam do enxofre como a Cisteína e Metionina, que são as bases para
construção de proteínas e ativação e estabilidade de enzimas, o que impacta direto
no crescimento dos frutos e atividade metabólica durante o enchimento e maturação.
Também integra moléculas chave servindo como combustível, por exemplo,
para a acetil Coenzima A, que é essencial para o processo de respiração celular.
Mas, como o enxofre afeta as frutas?
O enxofre participa também da ferredoxina (responsável pelo transporte de
elétrons na fotossíntese), da formação de proteínas e atividade da enzima
RUBISCO que é a principal enzima relacionada ao processo fotossintético das
plantas. A quantidade de “alimento” que a planta terá disponível para usar, depende
diretamente da eficiência da fotossíntese, ou seja, a quantidade de energia que é
convertida em açúcares e carboidratos, processo esse que utiliza a enzima
RUBISCO em sua fase bioquímica.
Quanto mais açúcares e carboidratos são produzidos na fotossíntese, maior a
força da planta e maior a reserva que será distribuída para os drenos, que são os
pontos de consumo, como por exemplo os frutos, impactando diretamente cor,
sabor, peso, quantidade e tamanho.
Por isso, a deficiência deste nutriente tem impacto direto na redução da taxa
fotossintética da planta, levando a menor produção de fotoassimilados que são
cruciais para o crescimento, enchimento e sabor dos frutos, deixando-os mais doces.
